Amazonas

Jovem fala sobre racismo em faculdade de Manaus após ser defendido pela mãe

Uma briga envolvendo três mulheres em frente a Faculdade Fametro, localizada na avenida Constantino Nery, zona Centro-Sul de Manaus, trouxe à tona um caso de racismo ocorrido dentro da instituição. A vítima se pronunciou nas redes sociais e confirmou que foi alvo de insultos por um colega, dentro da faculdade.

“Fui vítima de racismo em pleno século XXI. Vocês viram a minha mãe no vídeo aí. Ela fez o que qualquer mãe faria pelo seu filho. Eu tô abalado psicologicamente, tô mal”. Ele afirmou ainda que a mãe agiu em sua defesa: “Ela foi me proteger, defender a cria dela”, disse o jovem, acrescentando que está à disposição para colaborar com a apuração dos fatos.

O jovem finalizou o desabafo agradecendo o apoio recebido: “Agradeço a todos. Vou ver o que vai acontecer amanhã e retornarei para falar com vocês”, declarou.

Nota de repúdio
Com a repercussão das imagens, a Fametro declarou repúdio a qualquer forma de discriminação ou violência.

“Como instituição de ensino comprometida com a educação e o desenvolvimento dos nossos alunos, não toleramos atitudes discriminatórias ou violentas dentro ou fora do ambiente acadêmico. Estamos apurando os fatos relacionados ao ocorrido e, após ouvirmos todas as partes envolvidas, tomaremos as medidas cabíveis para garantir a integridade, a segurança e o bem-estar de toda a comunidade acadêmica”, diz o comunicado divulgado.

Até o momento, não há confirmação se foi registrada um boletim de ocorrência pelas partes envolvidas. O caso segue sendo investigado.

Entenda a briga
As imagens da confusão entre a mãe do jovem e uma estudante, que ocorreram na última sexta-feira (06/06), só foram divulgadas nesta segunda-feira (09/06).

Conforme os registros e relatos de testemunhas, a jovem agredida teria chamado o jovem negro de “preto” e “macaco”. Revoltada com os insultos, a mãe do jovem, acompanhada de outra mulher, foi até a entrada da universidade durante a saída dos alunos e confrontou a suposta autora das ofensas.

Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a mãe desfere tapas e puxões de cabelo no estudante, gritando: “Chama a polícia! Ela chamou meu filho de macaco!”.

Uma terceira mulher, que estava com a mãe do rapaz, também aparece atingindo a jovem com um capacete. A confusão foi interrompida por uma segurança da faculdade.

Conforme a legislação brasileira, o racismo é crime inafiançável e imprescritível. Se uma lesão racial for concluída, o estudante poderá responder judicialmente. Já a mãe e a mulher que a acompanha também podem ser responsabilizadas pelas agressões físicas cometidas.

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