BrasilDestaquesSociedade

Sobe para 132 o número de mortos após a operação policial no Rio de Janeiro.

A Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro confirmou, em levantamento atualizado, que 132 pessoas morreram na operação policial realizada no Complexo da Penha, na Zona Norte da capital, contra facções criminosas, majoritariamente o Comando Vermelho. O número, que ainda pode aumentar, transforma a ação na mais letal da história do Rio de Janeiro.

A apuração da CNN Brasil indica que a maioria dos mortos tinha entre 15 e 25 anos. O último balanço divulgado pelo governo do estado, no entanto, era significativamente menor: 60 “criminosos” e 4 policiais civis e militares mortos, totalizando 64 óbitos.

A discrepância nos números foi parcialmente explicada pelo secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, nesta quarta-feira (29). Ele afirmou que os corpos levados por moradores para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região, não constavam na contagem oficial. Haverá uma perícia para confirmar se há relação entre essas mortes e a operação.

Corpos na praça para reconhecimento

Na madrugada desta quarta-feira, dia seguinte à operação, moradores do Complexo da Penha transportaram pelo menos 64 corpos até a Praça São Lucas. O objetivo do traslado, segundo relatos, foi facilitar o reconhecimento dos corpos por familiares.

Para agilizar o processo, os corpos foram deixados sem camisa, a fim de deixar à mostra tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença que pudessem auxiliar na identificação. Testemunhas relataram que muitos dos mortos tinham feridas a bala, e alguns estavam com o rosto desfigurado.

A cena na Praça São Lucas foi de comoção e caos, com familiares e amigos percorrendo os corpos em busca de entes queridos, enquanto aguardam a confirmação oficial das causas das mortes e sua ligação com a operação policial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *