Amazonas reforça ações de segurança após megaoperação no Rio de Janeiro, diz governador
De acordo com o governador, ainda não há números oficiais sobre os mortos do Amazonas, uma vez que segue o processo de identificação dos corpos no Rio
O governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), afirmou nesta quinta-feira (30) que o Estado reforçou as ações de segurança após a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do país. A ação resultou na morte de dezenas de suspeitos, entre eles, criminosos ligados ao Comando Vermelho do Amazonas.
De acordo com o governador, ainda não há números oficiais sobre os mortos do Amazonas, uma vez que segue o processo de identificação dos corpos no Rio.
“Nós ainda não temos números oficiais, porque há um trabalho de identificação dos corpos, mas estamos em contato direto com o setor de inteligência do Rio de Janeiro e avaliando as repercussões e consequências do que isso possa ter para o estado do Amazonas”, disse Wilson Lima.
O chefe do Executivo estadual destacou que há um trabalho de cooperação entre as forças de segurança do Amazonas e do Rio de Janeiro, que já resultou em operações conjuntas para o cumprimento de mandados de prisão contra traficantes.
“Temos trabalhado de forma efetiva nos rios do estado. São 4 mil quilômetros de fronteira com Colômbia e Peru, os maiores produtores de drogas, o que faz com que a rota do Solimões seja de interesse internacional. Por isso, nossa atenção é redobrada”, reforçou.
Wilson Lima também enfatizou a necessidade de uma ação integrada entre os governos federal, estadual e municipal no combate ao crime organizado. “O combate ao crime organizado precisa ser resultado de uma ação cooperada. Temos atuado de forma segura e muito firme, com recorde de apreensão de drogas”, afirmou.
Segundo o governador, após as notícias sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, ele se reuniu com o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com as Forças de Segurança Pública para reforçar o monitoramento em todas as regiões do Estado e evitar qualquer manifestação de grupos criminosos.

