Após oito dias, professores da rede municipal encerram greve em Manaus
Sindicato suspendeu paralisação após assembleia realizada pela categoria nesta sexta-feira (21/11)
Após oito dias de paralisação, os professores da rede municipal de Manaus decidiram suspender a greve nesta sexta-feira (21/11). A decisão foi tomada durante assembleia que reuniu educadores e representantes do Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e encerra o movimento iniciado em protesto contra a Reforma da Previdência, aprovada pela Câmara Municipal de Manaus nesta semana.
Uma nota oficial com os detalhes e motivações do fim da mobilização deve ser divulgada ainda hoje pelo sindicato em coletiva de imprensa.
A Reforma, que alterou a idade mínima e o tempo de serviço para a aposentadoria, foi sancionada pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), na quarta-feira (19/11). A Lei Complementar nº 27, de 19 de novembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial do Município de Manaus (DOM).
A legislação não altera as alíquotas de contribuição de servidores ativos, aposentados ou pensionistas. Entretanto, amplia o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria, pontos que motivaram protestos de servidores durante a tramitação da proposta.
As principais mudanças são:
- Idade mínima para aposentadoria passa de 60 para 65 anos (homens) e de 55 para 62 anos (mulheres);
- Tempo mínimo de contribuição será de 25 anos para ambos os sexos;
- Professores: 30 anos de trabalho público para homens e 25 anos para mulheres;
- É necessário ter 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo atual.
Risco de colapso previdenciário
Ao defender a reforma, o prefeito afirmou que, sem as mudanças, o sistema previdenciário municipal poderia entrar em colapso financeiro em até cinco anos.
“Quem já está aposentado está bem, mas daqui cinco anos não terei recursos para pagar os novos que se aposentarem”, disse.

