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Suspeito de matar mãe de influenciadora é achado morto com sinais de tortura

Corpo foi encontrado amarrado com cordas dos pés ao pescoço e apresentando perfurações nos olhos — mesmas lesões sofridas pela vítima.

O corpo de José Brito, principal suspeito do assassinato de sua companheira, Isabel Cristina Simplício, mãe da influenciadora digital Isabelly Aurora, foi encontrado na manhã desta quarta-feira (10/12) em um ramal do bairro Tarumã-Açu, zona Oeste de Manaus. A polícia confirmou a identidade e acredita que ele foi executado por membros de uma facção criminosa pela ampla repercussão do caso.

O cadáver foi localizado por moradores, amarrado com cordas dos pés ao pescoço e apresentando perfurações nos olhos — mesmas lesões sofridas pela vítima. De acordo informações preliminares da Polícia do Militar do Amazonas (PMAM), José tinha marcas evidentes de tortura e ao menos cinco disparos, sendo dois na testa, um em cada olho e um nas costas.

O local foi isolado para preservar vestígios do crime e permitir o trabalho da perícia. Agentes do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para remover o corpo, que deve passar por exames para esclarecer a dinâmica da execução. 

Execução após captura em área de mata

José Brito estava foragido desde terça-feira (09/12), quando enviou um áudio à família da vítima confessando o assassinato. Horas depois, vídeos passaram a circular nas redes sociais mostrando o homem capturado em uma área de mata, com as mãos amarradas e a cabeça baixa. Segundo a narração das imagens, ele estaria “seguro” — já sob controle de uma facção criminosa.

A polícia trabalha com a hipótese de que a execução seja uma retaliação direta ao feminicídio cometido por José Brito, que ganhou grande repercussão após a família divulgar sua foto pedindo ajuda para encontrá-lo.

Caso é tratado como feminicídio 

Isabel Cristina, conhecido como “Bebel”, foi encontrada morta na tarde dessa terça-feira (09/12), no sítio onde morava, localizado na Rua Matrinxã, bairro Lago Azul, zona Norte. A vítima apresentava sinais de violência extrema, como o rosto desfigurado por socos, olhos perfurados com faca e marcas de estrangulamento.

O delegado George Gomes, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), classificou o caso como feminicídio e afirmou que a vítima e o suspeito se conheciam a cerca de um ano. 

“Estamos investigando o caso como feminicídio. Ele próprio autor informou a família sobre o crime antes de desaparecer. José enviou uma mensagem de áudio a um dos filhos de Isabel confessando o feminicídio. Foram os próprios filhos que encontraram o corpo ao chegarem ao imóvel”, disse o delegado, explicando que detalhes das diligências não poderiam ser divulgados por estarem em andamento.

Suspeito confessou o crime em áudio

No áudio, José chegou a afirmar que Isabel teria tido um “surto” e se machucado sozinha. A versão é rejeitada pela família, que afirma que Isabel não tinha histórico de surtos, mas vivia um relacionamento conturbado com o suspeito.

“A tua mãe teve um surto. Chegou se furando… Ela furou o próprio olho dela. Disse que se eu não vivesse com ela, não vivia com ninguém… Ela tentou me matar também… Aí eu peguei e enforquei ela”, diz o homem na gravação.


As investigações seguem em andamento para elucidar as circunstâncias da captura, tortura e execução de José Brito, bem como a autoria do ato. 

A polícia reforça que informações sobre o caso podem ser repassadas anonimamente pelo número 181.

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