Amazonense é presa suspeita de lavar dinheiro do tráfico de drogas em apostas
A empresária Mirian Mônica da Silva Viana usava uma loja de calçados em Manaus para movimentar dinheiro do tráfico no Distrito Federal
empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do Pó”, foi presa, nesta quinta-feira (19), na Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Ela é investigada como peça-chave de um esquema nacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com uso de empresas de fachada e apostas clandestinas.
Nas redes sociais, onde tem 50 mil seguidores, Miriam Mônica exibia rotina de luxo com viagens, hospedagens em resorts e ostentação. Segundo a polícia, o padrão de vida é incompatível com a renda declarada.
As investigações revelaram que uma empresa ligada à influenciadora — uma loja de calçados — recebeu, ao longo de 2025, valores provenientes de diversos traficantes do Distrito Federal.
Mirian já havia sido presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060. Na ocasião, um carro transportava 30 quilos de maconha tipo gambá, enquanto o veículo em que ela atuava como “escolta”. Em 13 de março de 2026, ela passou a cumprir prisão domiciliar, por decisão judicial.

A Operação Resina Oculta começou após apreensão de drogas (47,4 kg de haxixe e 877 g de skunk) em outubro de 2025 e negociações uma organização interestadual com atuação no DF, Goiás, Maranhão e Amazonas. O grupo usava “laranjas”, empresas fictícias e plataformas ilegais de apostas para lavar dinheiro.
A polícia do DF cumpriu 41 mandatos de busca e apreensão e 9 de prisão, além de bloquear contas de empresas e investigados, com limite de até R$ 15 milhões.

