Empresas suspendem atividades após fumaça com odor químico em Manaus
Funcionários deixaram os locais de trabalho após a fumaça se espalhar pela região; autoridades investigam a origem do vazamento e orientam a população sobre os cuidados necessários
Um vazamento de monômero de estireno provocou uma intensa fumaça com forte odor químico e mobilizou empresas do Distrito Industrial de Manaus na tarde desta quarta-feira (15). Como medida preventiva, funcionários de diversas unidades foram retirados de seus postos de trabalho após a substância se espalhar pela região.
Segundo relatos de trabalhadores, o vazamento teve origem em uma empresa localizada no Distrito Industrial e a fumaça rapidamente alcançou áreas vizinhas, gerando preocupação entre colaboradores e gestores de outras indústrias instaladas na região.
Diante da ocorrência, diversas empresas adotaram medidas preventivas e evacuaram temporariamente seus funcionários até que as condições de segurança fossem restabelecidas.
Após o incidente, o prefeito de Manaus, Renato Junior, informou que equipes da Prefeitura foram enviadas ao local para acompanhar a situação e reforçou que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para proteger a população, especialmente os moradores das áreas próximas ao vazamento. Segundo ele, o município atua em conjunto com os órgãos competentes para monitorar o caso e avaliar os possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente.
Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente detalhes sobre a quantidade de produto liberada nem confirmaram possíveis riscos à saúde da população. Também não há registro oficial de pessoas feridas ou intoxicadas.
Enquanto a origem e as circunstâncias do vazamento seguem sendo investigadas, os órgãos responsáveis divulgaram orientações provisórias para reduzir os riscos de exposição ao monômero de estireno.
Orientações à população
- Afaste-se das áreas onde o odor estiver mais intenso, principalmente se apresentar irritação nos olhos ou nas vias respiratórias, dor de cabeça, tontura ou náusea.
- Em locais abertos, procure deslocar-se para uma região lateral ou em sentido contrário ao deslocamento da nuvem de odor.
- Caso esteja em uma residência próxima ao vazamento, mantenha portas e janelas fechadas se o cheiro estiver vindo do lado de fora e desligue temporariamente aparelhos que puxem ar externo. Se o ambiente interno estiver mais contaminado do que o externo, ventile o local.
- Não se aproxime da provável fonte do vazamento para fotografar ou tentar identificar a origem.
- Crianças, gestantes, idosos e pessoas com asma, doenças pulmonares ou cardíacas devem ser retirados prioritariamente das áreas onde o odor é mais intenso.
- Sempre que possível, registre informações como bairro, rua, horário de início, intensidade e duração do odor, direção do vento e sintomas apresentados. Esses dados podem auxiliar nas investigações epidemiológicas e ambientais.
Quem apresentar falta de ar, confusão mental, desmaio, vômitos persistentes, dificuldade para caminhar, chiado intenso ou dor no peito deve procurar atendimento médico imediatamente ou acionar o Samu, pelo telefone 192. Em situações relacionadas ao vazamento, incêndio ou presença de nuvem química, a orientação é entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que já mobilizou a rede estadual de saúde para atender possíveis casos suspeitos. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) também acionou os Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) para a notificação e acompanhamento de eventuais ocorrências.
Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV/Ufam), disponibiliza atendimento por meio do Disque-Intoxicação (0800 722 6001), oferecendo orientações à população e aos profissionais de saúde sobre exposição a produtos químicos.
As autoridades seguem investigando as causas do vazamento de monômero de estireno e apuram se houve descumprimento das normas ambientais e de segurança. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.


