Seca 2026: Rio Negro desce 68 centímetros nos primeiros dias de agosto em Manaus
No mesmo período do ano passado, a redução registrada foi de 34 centímetros
O Rio Negro baixou 68 centímetros nos primeiros 11 dias de agosto em Manaus, passando de 27,35 metros no dia 1º para 26,67 metros nesta terça-feira (11), conforme o levantamento do Porto de Manaus. Considerando a cota registrada no início de julho, quando o rio estava em 28,50 metros, a redução acumulada até agora chega a 1,83 metro.
Conforme o 29º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), a vazante do Rio Negro ocorre dentro da média ou levemente acima da mediana histórica para o período. O processo começou em 3 de julho, seis dias antes do registrado em 2025, e apresentou redução de 34 centímetros no mesmo intervalo de comparação.
O dado acende alerta para possível seca extrema caso se repitam condições semelhantes às registradas em anos recentes de estiagem severa, aponta o SBG. Apesar de estar dentro da média, pouca chuva e temperaturas elevadas devem intensificar a estiagem e afetar o transporte fluvial nos próximos meses.
Efeitos do El Niño
Para este ano, o Super El Ninõ deverá potencializar o aquecimento climático na região Norte. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta baixa intensidade de chuvas e temperaturas superiores a 33ºC.
No último domingo (9), dados Inmet apontaram com sendo o dia mais quente de 2026, com temperatura máxima chegando a 35,4°C. O registro ocorreu por volta das 14h e ultrapassou a marca anterior do ano, de 35,3°C, observada em 4 de março.
Além da seca, o risco de focos de queimadas também aumenta. O cenário favorece uma estiagem mais intensa no Amazonas e vazante mais acentuada do Rio Negro, um dos principais meios de transporte e de subsistência da população de Manaus.

