Incêndio continua no lixão de Iranduba e espalha fumaça por Manaus
O cenário ocorre durante um período de estiagem, temperaturas elevadas e menor umidade, condições que favorecem a propagação de incêndios e dificultam o controle das chamas.
Um incêndio de grandes proporções atingiu o lixão a céu aberto de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, e continuou provocando chamas e uma extensa coluna de fumaça na manhã desta sexta-feira (14/8). O fogo começou na área de descarte de resíduos do Ramal do Janauari, na noite de quinta-feira (13/8), e a fumaça chegou a ser percebida de diferentes pontos de Manaus, inclusive nas proximidades da Ponte Jornalista Phelippe Daou.
A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que atuam no controle dos focos e na tentativa de impedir que o incêndio avance por outras áreas do terreno. Caminhões-pipa também foram empregados na operação.
A grande quantidade de resíduos acumulados torna o combate mais complexo, já que o fogo pode surgir mesmo depois da redução das chamas. Até o momento, não há registro de mortes, feridos ou necessidade de retirada de moradores das áreas próximas ao lixão.
Durante a manhã, a fumaça cinza-escura foi observada em regiões como São Raimundo, Compensa, Glória, Colônia Santo Antônio e nas proximidades da Ponte do Rio Negro. Na zona Leste, moradores de Mauazinho, Puraquequara e Colônia Antônio Aleixo também relataram a presença da fumaça nas redes sociais.
As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas e não há confirmação oficial de que o fogo tenha sido provocado de forma criminosa. A extensão total da área atingida também não foi informada. O CBMAM permanece mobilizado para eliminar os focos restantes e reduzir o risco de reignição.
O cenário ocorre durante um período de estiagem, temperaturas elevadas e menor umidade, condições que favorecem a propagação de incêndios e dificultam o controle das chamas.
Impasse sobre o lixão segue na Justiça
Em março deste ano, representantes de comunidades de Iranduba levaram as queixas sobre o lixão a uma audiência pública promovida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). Na ocasião, as reivindicações incluíam medidas relacionadas à gestão dos resíduos e aos impactos ambientais e sociais provocados pelo funcionamento do espaço.

