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Bancários paralisam agências no Amazonas por 24h e cobram reajuste salarial de 5%

Além de aumento salarial, a categoria cobra reajustes no vale-refeição, vale-alimentação e melhorias no plano de saúde para bancários e dependentes.

A paralisação nacional dos bancários, realizada nesta quinta-feira (20/8), afeta o funcionamento de agências no Amazonas e ocorre em meio às negociações da campanha salarial de 2026. Em Manaus, todas as unidades da Caixa Econômica Federal aderiram ao movimento, enquanto agências do Bradesco e Santander na região central permanecem fechadas ou tiveram o atendimento comprometido. Em Itacoatiara, todos os bancos também paralisaram as atividades. A mobilização deve ter duração de 24 horas.

No Amazonas, o Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seebam) havia anunciado atraso na abertura de agências de bancos privados, como Bradesco, Itaú e Santander, além da paralisação nas unidades da Caixa. A adesão, no entanto, depende da participação dos trabalhadores e das ações organizadas pelos sindicatos em cada localidade, não significando necessariamente o fechamento automático de todas as agências.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Daniel Batista, afirmou que a categoria cobra reposição da inflação e ganho real de 5%, além de melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Entre as demais reivindicações estão o aumento do piso salarial, reajustes no vale-refeição e vale-alimentação, criação de um piso específico para trabalhadores da área de tecnologia da informação e melhorias no plano de saúde para bancários e dependentes.

A pauta também inclui folgas para pessoas com deficiência (PCDs), medidas de combate à violência contra trabalhadores do setor e ampliação das folgas destinadas à doação de sangue.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Amazonas, as instituições financeiras apresentaram propostas que incluem redução dos valores destinados à alimentação e refeição, congelamento do piso salarial e reajustes escalonados, com percentuais diferentes de acordo com o nível dos trabalhadores.

Impasse com instituições

A mobilização foi aprovada em assembleias na segunda-feira (17/8) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o movimento atinge instituições públicas e privadas em diferentes estados do país. A pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho, e as negociações começaram em 2 de julho.

Uma nova rodada de negociação entre representantes dos trabalhadores e das instituições financeiras está marcada para segunda-feira (24/8).

A paralisação acontece às vésperas da data-base da categoria e representa mais uma etapa da mobilização dos bancários durante a campanha salarial de 2026. Trabalhadores que atuam em regime de home office também foram orientados a não acessar os sistemas das instituições nem registrar o ponto durante o período do movimento.

Para os clientes, a orientação é utilizar aplicativos e serviços de internet banking para realizar operações enquanto durar a paralisação.

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