Advogados realizam ato no TJAM cobrando melhorias em sistema de processos judiciais
Eles afirmam que o sistema Projudi tem apresentado instabilidades e lentidão, comprometendo o andamento de processos e causando prejuízos
Um grupo de advogados realizou, na manhã desta quinta-feira (09/10), manifestação pacífica em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus. O ato, que reuniu cerca de 50 profissionais, teve como objetivo cobrar soluções para as falhas constantes no sistema eletrônico Projudi, utilizado pelo TJAM para tramitação digital de processos.
O sistema Projudi, é um software de processo eletrônico mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele substitui processos físicos por autos digitais, permitindo a realização de todos os atos judiciais pela Internet.
Os advogados afirmam que o sistema tem apresentado instabilidades e lentidão, comprometendo o andamento de processos e causando prejuízos tanto para os profissionais quanto para os cidadãos que dependem da Justiça.
Ao Toda Hora, um dos manifestantes ressaltou o respeito às instituições e que a prioridade é resolver o problema.
“Nossa manifestação foi pacífica, sem críticas a instituições, OAB, Ministério Público ou Tribunal. Apenas cobramos providências para que o sistema funcione — ou que outro funcione —, pois precisamos trabalhar. Somos advogados militantes que querem melhorias, só isso, porque desse jeito está insustentável”, disse o advogado Ramon César.
OAB-AM se posiciona
Em nota publicada nas redes sociais na quarta-feira (08/10), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) afirmou que “não se cala diante dos problemas que afetam a advocacia” e destacou que já havia se posicionado contra a adoção do Projudi.
A entidade informou que, em agosto de 2023, enviou um documento oficial ao TJAM alertando sobre as falhas técnicas do sistema e sugerindo a implantação do PJe como alternativa mais estável e segura.
“Desde o início, nos posicionamos formalmente contra a escolha do Projudi e defendemos o PJe. A implantação do sistema se deu por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Continuaremos cobrando medidas concretas e imediatas para solucionar os entraves que comprometem o trabalho diário da advocacia”, destacou a nota.
A reportagem solicitou nota de posicionamento do TJAM. Em caso de resposta, a matéria será atualizada

