Falso motorista de app é preso por sequestro e agressão a Musa da Aparecida
O crime ocorreu no dia 14 de dezembro após Márcia Santos solicitar uma corrida por aplicativo na saída de uma casa de festas
Dênis Lima, de 27 anos, suspeito de se passar por motorista de aplicativo para sequestrar e espancar a corretora de imóveis e musa da Escola de Samba Aparecida, Márcia Santos, de 37 anos, foi preso nessa segunda-feira (29/12), pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). O crime ocorreu no dia 14 de dezembro após a vítima solicitar uma corrida por aplicativo na saída de uma casa de festas.
A delegada Elizabeth de Paula, titular do 3° Distrito Integrado de Polícia (DIP), detalhou a prisão e as circunstâncias do ataque. Segundo ela, o suspeito desviou a rota, levou Marcia ao bairro Petrópolis, na zona Sul da capital, onde dois comparsas aguardavam.
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela PC-AM mostram a vítima sendo arrastada para um vão entre veículos e agredida brutalmente.
“Na noite do ocorrido, Márcia solicitou uma corrida na saída de uma casa de festas no bairro Aleixo. O suspeito se antecipou ao condutor oficial e a convenceu a embarcar. Enquanto um monitorava o local, os outros agrediram a vítima com socos e chutes para tentar desbloquear o celular dela. Sem sucesso, o trio fugiu e a vítima recebeu ajuda de um motorista que passava pelo local”, contou a delegada, em coletiva de imprensa.

Além das imagens de câmeras de segurança, o rastreamento por GPS da plataforma fornecida pela defesa de Ismael mostraram que ele permaneceu no local do chamado, no bairro Aleixo, enquanto a vítima embarcou em outra motocicleta.
O motociclista informou que já voltou a trabalhar por meio de outra plataforma, mas que ainda convive com a questão psicológica do medo pela situação. Por esse motivo, a advogada Nicole Menezes anunciou uma ação por danos morais e materiais contra Márcia Santos, destacando que Ismael ficou sem trabalhar após ser excluído da plataforma.
“Queremos uma retratação pública, como foi a acusação. Vamos solicitar indenização por danos materiais, uma vez que o Ismael foi excluído da plataforma por causa da denúncia caluniosa. E vamos também entrar com um pedido de danos morais por conta de todo o constrangimento, a imagem do Ismael foi manchada. Mas estamos muito gratos, e a Justiça agora nos deu esse alívio”, disse a advogada.

