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Professor é preso por assediar aluna de 16 anos em Manacapuru

A prisão foi realizada após a adolescente relatar os episódios ao pai, que formalizou a denúncia à polícia

Um professor de 57 anos foi preso em flagrante, nessa quinta-feira (13/11), em uma escola estadual de ensino de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). Conforme a Polícia Civil do Amazonas, ele é acusado de importunação sexual contra uma estudante de 16 anos. O caso ocorreu dentro da escola onde onde a vítima estuda.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, o homem já vinha assediando a adolescente há algum tempo.

“Esse professor convidou ela pra um encontro amoroso na terça-feira e abordou a jovem no corredor da escola na quarta, para cobrar uma resposta. A situação foi vista por diversos alunos, causando constrangimento a essa adolescente. As imagens das câmeras de segurança confirmaram as investidas dele com a vítima, o que configura importunação sexual também”, relatou a delegada.

A delegada destacou ainda a tentativa do acusado de silenciar a vítima: “Esse professor sabia o que estava fazendo ao pedir pra adolescente não contar nada para os pais, pois ele poderia ser prejudicado na carreira e com a família dele. Isso é algo comum dito por abusadores, para perpetuar o ciclo de assédio e violência sexual”, disse.

A prisão foi realizada após a adolescente relatar os episódios ao pai, que formalizou a denúncia.

“Depois que o caso chegou na delegacia, de imediato fomos à procura desse professor, que foi localizado na saída da escola. Ele foi levado até a delegacia e confrontado com as imagens de câmeras de segurança. Ali ele recebeu voz de prisão em flagrante, sendo encaminhado para a carceragem da delegacia”, detalhou Joyce Coelho.

Apelo aos pais
A delegada fez um apelo à comunidade escolar: “A partir de agora esperamos receber mais denúncias sobre esse professor. Ressaltamos a todas escolas de Manacapuru, sejam estaduais, municipais ou particulares, e também aos pais, que parem de naturalizar esse tipo de assédio. Os pais precisam conversar com seus filhos”.

A secretária de Estado de Educação e Desporto, Arlete Mendonça, informou que, junto do Núcleo de Segurança Escolar (Nise), a pasta tem combatido esse tipo de crime, reforçando a parceria com a polícia.

“Vamos continuar dando apoio à Polícia Civil em casos de denúncias contra docentes de escolas do nosso Estado. É nosso dever proteger as crianças e adolescentes desse tipo de crime e dentro de uma unidade de ensino isso é inaceitável”, ressaltou a secretária.

O delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), também se manifestou sobre o caso, enfatizando a gravidade do abuso de autoridade.

“Essa prática causa revolta pois um professor usa de sua autoridade para aliciar crianças e adolescentes que deveriam ser protegidos, é dever de todos protegê-los. Quando um caso desse acontece, viola uma regra social e nos deixa em estado de alerta. Precisamos ser intolerantes com esse tipo de postura”.

Ele citou um caso similar em Boca do Acre, onde um professor assediava alunas há mais de 10 anos, e concluiu: “Os pais precisam entrar nessa guerra pra orientar seus filhos e saber o que acontece na escola. Nós não toleramos isso, precisamos criar a cultura de denúncia para que esse tipo de crime não seja encoberto”.

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