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Manaus e cidades do interior do AM registram piora na qualidade do ar

Capital, municípios da região metropolitana e sul do Amazonas são algumas das mais afetadas

Manaus ficou severamente coberta por fumaça entre os meses de agosto e novembro de 2023 | Foto: Reprodução

O avanço do verão amazônico já começa a impactar a qualidade do ar no Amazonas. Na manhã desta sexta-feira (07/08), pelo menos 12 municípios, entre eles Manaus, registraram índices de qualidade do ar classificados como moderados, segundo plataformas de monitoramento ambiental Selva e PurpleAir.

Além da capital, os dados apontam alteração nos níveis de poluição em Alvarães, Novo Airão, Manacapuru, Itacoatiara, Itapiranga, Novo Aripuanã, Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna. A Região Metropolitana de Manaus também já apresenta impactos, com registros em Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Careiro.

Amazonas aparece com diversos pontos com qualidade do ar alterada no site PurpleAir, plataforma global de monitoramento da qualidade do ar em tempo real que utiliza uma rede de sensores | Foto: reprodução

Os indicadores divulgados pelas plataformas medem a concentração de PM2,5 (MP2,5), partículas microscópicas produzidas principalmente por queimadas, fumaça e combustíveis fósseis. Devido ao tamanho reduzido, essas partículas conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea.

Entre os municípios monitorados pelo Selva, Itapiranga apresentou um índice de 39, enquanto Novo Airão registrou 35,9, Alvarães 33,7, Manacapuru 26,3, Novo Aripuanã 26,1 e Itacoatiara 25,7, todos enquadrados na faixa considerada moderada. Nas proximidades de Apuí, o índice também chegou a 39.

Já o PurpleAir mostra que a pior situação se concentra no sul do Amazonas, região que tradicionalmente registra aumento das queimadas durante o período seco. Municípios como Apuí, Manicoré, Humaitá, Lábrea e Ipixuna aparecem entre os locais com maior concentração de poluentes.

Riscos à saúde

O PM2,5 corresponde a partículas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros, cerca de 30 vezes menores que um fio de cabelo. Invisíveis a olho nu, elas ultrapassam as barreiras naturais do organismo e podem atingir diretamente os alvéolos pulmonares.

A exposição prolongada pode provocar crises de asma, bronquite, agravamento de doenças respiratórias, além de aumentar o risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

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