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Seca 2026: Rio Solimões terá dragagem para manter navegação

Serviço autorizado pelo Ipaam visa eliminar bancos de areia e demais obstáculos que limitem a passagem de embarcações

Como medida para minimizar os possíveis efeitos da estiagem severa no Amazonas em 2026, associada ao fenômeno climático El Niño, o Rio Solimões vai receber serviços de dragagem em trechos onde a formação de bancos de areia e a redução do nível da água dificultam a navegação.

A Licença Ambiental Única (LAU) foi expedida na quarta-feira (15/7), pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), com validade de um ano.

Os serviços foram autorizados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que atuará na região entre o Alto e o Médio Solimões, além de outros trechos estratégicos da malha hidroviária federal no estado.

Peça fundamental para a navegação no Amazonas, o Rio Solimões impacta diretamente a mobilidade da população e a economia estadual, por facilitar a ligação entre os municípios e Manaus, além do acesso a mercadorias e serviços essenciais em localidades mais distantes da capital.

Logística no Amazonas

Com a dragagem dos pontos críticos, a expectativa é melhorar as condições de navegação e facilitar  o transporte de alimentos, combustíveis, medicamentos, gás de cozinha e outros produtos essenciais, além do escoamento da produção agrícola, pesqueira e extrativista do interior.

“A dragagem em pontos críticos da hidrovia contribui para minimizar os impactos da estiagem sobre a navegação, mas sempre deve ser executada em conformidade com as exigências ambientais estabelecidas no processo de licenciamento. Esse equilíbrio entre infraestrutura e proteção ambiental é o que norteia a atuação do Ipaam”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam Gustavo Picanço.

Durante a estiagem, a redução do volume de água favorece o surgimento de obstáculos naturais que limitam a passagem. Em alguns trechos, a diminuição do calado (profundidade da embarcação abaixo da linha d’água) obriga embarcações a reduzir a carga transportada ou alterar rotas, aumentando o tempo das viagens e os custos do transporte fluvial.

Análise técnica e controle ambiental

De acordo com Gustavo Picanço, a emissão da licença é resultado de análise técnica conduzida pelo órgão ambiental, que observa critérios previstos na legislação e medidas voltadas à suavizar os impactos ambientais da atividade.

“O licenciamento permite que serviços de interesse público sejam executados com responsabilidade ambiental, observando todas as condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental”, afirmou Picanço.

Ainda segundo o diretor-presidente, a LAU é uma etapa indispensável para que intervenções dessa natureza possam ser executadas de forma regular e ambientalmente responsável.

No documento, são exigidas medidas de controle, monitoramento e acompanhamento ambiental durante as atividades, para prevenir, minimizar e acompanhar os impactos ao meio ambiente.

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